terça-feira, 25 de setembro de 2012

My Way


Nasci delicada, frágil, mimosa e valente. Sem perceber, fui me encontrando num mundo alvoroçado que era muito pequeno para acolher toda a minha sensibilidade. A sensibilidade, em mim, é uma cicatriz interna, mesmo que eu queira nunca me desgarrarei dela. Eu gosto de sentir, tocar, apreciar, compreender. Gosto do que não entendo também. E gosto mesmo. Como um desafio obrigatório a se cumprir. Ninguém vai longe sem essa vontade de sentir a tudo, em meio a tantos cheiros, a tantos gostos, tanta vontade, tantos rastros...

Tudo o que obviamente é novidade me desperta um interesse absurdo. E eu corro. Me empenho na busca de novas descobertas, antes que me perca do que me espera. As pessoas me mandam ter paciência, mas o medo sempre me deixa inquieta, sabe? Coisas bobas me causam espanto e podem ter um efeito angustiante no meu interior. Por enquanto, só conheço esse lado meu: o lado bobo, indefeso, pequeno. Nos meus pensamentos, fico desenhando momentos que desejo viver e, mesmo que não viva, terei a satisfação como recompensa pelo prazer de ter sonhado.

Ultimamente tenho encarado a vida de maneira diferente, sabendo que algo me espera. Alguém, na verdade. Quero repousar a cabeça em seu ombro, quero sussurrar palavras fofas em seu ouvido, quero inventar que estou com frio para sentir que terei alguém ali para me abraçar e dizer que estou protegida, quero alguém para me fazer gastar todos os meus papeis de carta e derramar neles tudo o que sinto. Quero também o seu cheiro em minha pele, o seu cabelo em meu travesseiro, as suas mãos em meu corpo e a sua boca na minha. 

Maiádila Alice Melo *-*

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